DOAÇÕES A PARTIDOS POLITICOS
Depois do Mensalão muito
se falou em alterar a legislação eleitoral, principalmente no tocante ao financiamento
das campanhas políticas, mas como sempre no Brasil após todo acontecimento que
de alguma forma cause repercussão junto a população, pois os políticos sempre
aparecem com novas propostas. Que passado certo tempo e a imprensa trate de
outros acontecimentos mais importantes como o futebol e as nossas ditas celebridades (participantes do BBB), as propostas dos políticos são esquecidas,
até que um fato novo aconteça, ai volta tudo.
Atualmente a sequencia
de fatos como o da Petrobras, com seu desvio bilionário, na sua grande maioria
destinado aos políticos e, que na tentativa de justificar esses desvios dizem
utilizar essas verbas como doações ditas legais nas campanhas políticas. Agora
estão todos falando em alterar a legislação, visando a proibição de doações de
empresas a partidos políticos e a candidatos e adivinhem pregando que o
financiamento público é a solução.
Imaginem, agora para que
eles sejam eleitos termos todos nós de contribuir para isso. De que forma, alta
dinheiro para investimento em saúde, educação e segurança e para o financiamento
das campanhas vai faltar? De onde vai sair a verbas para financiamento público das
campanhas? E as eleições continuaram a ser como hoje, ou seja, eleição a cada
02 anos? A que custo?
Temos todos nós
brasileiros que arcar com as despesas dessas campanhas para eleger esses mesmo políticos
profissionais, isso mesmo profissionais, pois temos deputados com 40 anos de exercício
do mandato, ou seja, com 10 mandatos consecutivos. Sem que tenha produzido nada
de útil, nem sequer um projeto de lei
O site da BBC Brasil
publicou nesta quinta-feira (26) reportagem sobre o financiamento de campanhas
e partidos e políticos por empresas privadas. Segundo a matéria de Mariana
Schreiber, quase 40 países já proíbem a prática, tema de uma Ação Direta de
Inconstitucionalidade proposta pela OAB. Leia abaixo:
Quase 40 países já proíbem
doações de empresas a candidatos
O debate sobre a
necessidade de mudar o modelo de financiamento de campanhas no Brasil voltou a
ganhar fôlego em meio as denúncias de que propinas cobradas em contratos da
Petrobras acabavam irrigando partidos políticos e candidatos como doações
oficiais de campanha.
A crescente preocupação
com o assunto, porém, não é exclusividade do Brasil. Um monitoramento
internacional sobre financiamentos de campanha em 180 países, realizado há
quinze anos pelo Instituto Internacional pela Democracia e Assistência
Eleitoral (Idea, na sigla em inglês), indica uma tendência mundial de aumento -
ainda que lento - da restrição a doações empresariais.
A proposta de eliminar
ou reduzir drasticamente o financiamento de campanhas por empresas não busca
apenas atacar o problema da corrupção, observa o diretor da área de Partidos
Políticos do Idea, Sam van der Staak. O princípio central que norteia essas
medidas é a preocupação com a influência desproporcional que as empresas teriam
sobre o Estado por causa dos volumosos recursos destinados a eleger políticos,
seja no Executivo ou no Legislativo.
"Em todo o mundo, a
política se tornou um negócio caro, em tal magnitude que o dinheiro é hoje uma
das maiores ameaças à democracia", afirma um relatório de janeiro do
instituto.
Segundo Staak, o número
de países que baniu completamente o financiamento por empresas cresceu
levemente nos últimos quinze anos. Já a criação de limites para as doações
"tem sido discutida de forma mais ativa em muitos países", nota ele.
Propostas
No Brasil, o PT e os
movimentos sociais estão à frente da proposta de proibir totalmente o
financiamento por empresas - dessa forma as campanhas seriam bancadas
exclusivamente por recursos públicos e pequenas doações de pessoas físicas.
Os números oficiais
mostram que hoje as empresas são as principais financiadoras da disputa
eleitoral no Brasil. Nas últimas eleições, partidos e candidatos arrecadaram
cerca de R$ 5 bilhões de doações privadas, quase na sua totalidade feitas por
empresas. Além disso, receberam no ano passado R$ 308 milhões de recursos
públicos por meio do Fundo Partidário, enquanto o tempo "gratuito" de
televisão custou R$ 840 milhões aos cofres da União por meio de isenção fiscal
para os canais de TV.
No momento, o Supremo
Tribunal Federal (STF) julga uma ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil
questionando se a doação por empresas é constitucional. Dos onze ministros,
seis já votaram pela proibição desse tipo de financiamento, no entanto, o
ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo em abril do ano passado e até
hoje não proferiu seu voto, no que tem sido criticado como uma manobra para
impedir a conclusão do julgamento antes que o próprio Congresso analise a
questão.
O PMDB, que hoje tem a
presidência da Câmara e do Senado, quer uma alteração menos radical desse
modelo. Uma proposta apresentada pelo partido na semana passada sugeriu que
empresas só possam doar diretamente a um único partido, mas sem indicar
limitação de valores.
Outra proposta,
encampada pelo Instituto Ethos e alguns cientistas políticos, prevê que as
doações por empresas continuem sendo permitidas, mas que haja um teto baixo
para essas transferências. O objetivo, com isso, é reduzir o poder de
influência de cada financiador - já que haveria mais doadores transferindo
valores semelhantes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário