terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

RACISMO

Infelizmente o preconceito racial está enraizado na sociedade mundial, que acredita que a cor da pele faz toda a diferença. É uma estupidez que deve ser combatida diariamente através da integração social e da educação.

O preconceito pode ser motivado por um sentimento xenófobo que visa à defesa coletiva contra a tentativa de seres inferiores galgarem um lugar. Muitas das vezes os "novos senhores", estão presentes na classe média que segue uma tendência coletiva de defesa contra os seres inferiores.
Não é declarado. Não é cruel. É apenas preconceito, como o que existe no eixo São Paulo – Sul, onde os descendentes de europeus se julgam melhores do que os nordestinos pobres que vivem à margem da sociedade, em favelas e bairros da periferia. Ninguém os mata nem fere. Pelo contrário, os novos senhores até participam de ações sociais e fazem "caridade". Desde que estes "se comportem bem". Mas os novos escravos não podem aspirar nada melhor. São olhados como seres inferiores sem nenhuma capacidade intelectual. Não merecem nem devem ter nenhuma chance.

Esse preconceito é veladíssimo de uma forma muito estranha mesmo. Pois todos nós (brasileiros) somos descendentes de português, índio e negro. No entanto, mesmo dentro de minha família essa miscigenação nunca foi tratada, discutida, ou considerada. Tenho tios e primos “brancos” que ao se levantar essa questão de raça, sob um espanto enorme, não querem reconhecer o que é óbvio. Quando afirmo nossas descendências de características negras, a grande maioria se sente incrédula.
Minha avó, evidentemente de ascendência negra, referia-se aos demais negros como: “aquele negrinho fedorento”.!

Em minha educação, faltou tratar essa questão com a dignidade que o assunto merece, inclusive fazendo-me includente. Durante muito tempo, não me senti “parte” e ao receber convites para participar de atividades referente ao afro brasileiro”, sentia-me estranha, sem saber o porquê do convite. Pois o fato é tão latente que até mesmo os negros adoram e preferem escolher para um relacionamento mulheres loiras, bem claras, porque, segundo eles, estariam desta forma “enobrecendo” a família.

Apesar de parecer estranho tudo isso, não é? Hoje com todo acesso a cultura e a informação, ainda que lentamente estejamos mudando a forma de tratar as diferenças, de qualquer nível, como particularidades ricas que devem ser respeitadas. Parece que algo esta mudando nas famílias, afinal!

A esfera onde se inserem os trabalhadores negros no Brasil é cercada de preconceitos raciais demonstrados, dentre vários outros aspectos, no difícil acesso ao mercado de trabalho e os salários inferiores com relação aos trabalhadores brancos. Porém nada é comparável ao terror da escravidão vivido nestas terras. Por mais penosa que a realidade do trabalho livre dos indivíduos negros se apresente, a escravidão configura-se como uma das maiores barbáries da história.

Ao falar sobe trabalho livre, escravidão e racismo, Mariana Ouriques, alerta que o preconceito racial atualmente se mostra mais agressivo do que nos tempos da escravidão. Tal afirmação se baseia no fato que durante o período da escravidão o negro sofria o preconceito de forma aberta, às claras, pois eram vistos como coisas e objetos que podiam facilmente ser comprado ou vendido a qualquer, mas nos dias atuais, apesar de haverem instrumentos legais como a Constituição que diz que “todos são iguais perante a lei”. Na verdade entendo que estamos cercados de discursos de inclusão social, de antirracismo, mas se somos iguais se não há diferenças ente um negro e um branco, por qual motivo se faz necessário a criação do sistema de cotas para ingresso no ensino superior?


Texto apresentado como trabalho acadêmico na matéria Historia do Direito do Curso de Direito da Faculdade Projeção - Sobradinho-DF

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