RACISMO
Infelizmente o preconceito racial está enraizado na sociedade mundial,
que acredita que a cor da pele faz toda a diferença. É uma estupidez que deve
ser combatida diariamente através da integração social e da educação.
O preconceito pode ser motivado por um sentimento xenófobo que visa à
defesa coletiva contra a tentativa de seres inferiores galgarem um lugar.
Muitas das vezes os "novos senhores", estão presentes na classe média
que segue uma tendência coletiva de defesa contra os seres inferiores.
Não é declarado. Não é cruel. É apenas
preconceito, como o que existe no eixo São Paulo – Sul, onde os descendentes de
europeus se julgam melhores do que os nordestinos pobres que vivem à margem da
sociedade, em favelas e bairros da periferia. Ninguém os mata nem fere. Pelo
contrário, os novos senhores até participam de ações sociais e fazem
"caridade". Desde que estes "se comportem bem". Mas os novos escravos não podem aspirar nada melhor.
São olhados como seres inferiores sem nenhuma capacidade intelectual. Não
merecem nem devem ter nenhuma chance.
Esse preconceito é veladíssimo de uma forma muito estranha mesmo. Pois todos nós (brasileiros) somos descendentes de português, índio e
negro. No entanto, mesmo dentro de minha família essa miscigenação nunca foi
tratada, discutida, ou considerada. Tenho tios e primos “brancos” que ao se
levantar essa questão de raça, sob um espanto enorme, não querem reconhecer o
que é óbvio. Quando afirmo nossas descendências de características negras, a
grande maioria se sente incrédula.
Minha avó, evidentemente de ascendência negra, referia-se aos demais negros como: “aquele negrinho fedorento”.!
Minha avó, evidentemente de ascendência negra, referia-se aos demais negros como: “aquele negrinho fedorento”.!
Em minha educação, faltou tratar essa questão com a dignidade que o
assunto merece, inclusive fazendo-me includente. Durante muito
tempo, não me senti “parte” e ao receber convites para participar de atividades
referente ao afro brasileiro”, sentia-me estranha, sem saber o porquê do
convite. Pois o fato é tão latente que
até mesmo os negros adoram e preferem escolher para um relacionamento mulheres
loiras, bem claras, porque, segundo eles, estariam desta forma “enobrecendo” a
família.
Apesar de parecer estranho tudo isso, não é? Hoje com todo acesso a cultura e a informação, ainda que lentamente
estejamos mudando a forma de tratar as diferenças, de qualquer nível, como
particularidades ricas que devem ser
respeitadas. Parece que algo esta mudando nas
famílias, afinal!
A esfera onde se inserem os trabalhadores negros no Brasil é cercada de
preconceitos raciais demonstrados, dentre vários outros aspectos, no difícil
acesso ao mercado de trabalho e os salários inferiores com relação aos trabalhadores
brancos. Porém nada é comparável ao terror da escravidão vivido
nestas terras. Por mais penosa que a realidade do trabalho livre dos indivíduos
negros se apresente, a escravidão configura-se como uma das maiores barbáries
da história.
Ao falar sobe trabalho livre, escravidão e racismo, Mariana Ouriques,
alerta que o preconceito racial atualmente se mostra mais agressivo do que nos
tempos da escravidão. Tal afirmação se baseia no fato que durante o período da
escravidão o negro sofria o preconceito de forma aberta, às claras, pois eram
vistos como coisas e objetos que podiam facilmente ser comprado ou vendido a
qualquer, mas nos dias atuais, apesar de haverem instrumentos legais como a
Constituição que diz que “todos são iguais perante a lei”. Na verdade entendo
que estamos cercados de discursos de inclusão social, de antirracismo, mas se
somos iguais se não há diferenças ente um negro e um branco, por qual motivo se
faz necessário a criação do sistema de cotas para ingresso no ensino superior?
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