Corte Especial condena desembargador a prisão em regime fechado
A
Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou nesta
quarta-feira (18) o desembargador Evandro Stábile a seis anos de
reclusão em regime inicial fechado. Ex-presidente do Tribunal Regional
Eleitoral de Mato Grosso (TJMT), Stábile foi condenado por aceitar e
cobrar propina em troca de decisão judicial.
O crime de corrupção
passiva foi descoberto no curso das investigações da operação Asafe, na
qual a Polícia Federal apurou um esquema de venda de sentenças. A
relatora da ação penal, ministra Nancy Andrighi, apontou que o
desembargador aceitou e cobrou propina para manter a prefeita de Alto
Paraguai no cargo. Ela perdeu as eleições, mas o vencedor teve o mandato
cassado por suposto abuso de poder econômico.
Seguindo o voto da
relatora, a Corte Especial condenou o desembargador de forma unânime.
Houve divergência apenas quanto à fixação da pena e o regime inicial de
cumprimento da prisão.
A condenação também impôs a perda do
cargo. Como o desembargador respondeu a todo o processo em liberdade, a
Corte Especial estabeleceu que a prisão deverá ser cumprida após o
trânsito em julgado da decisão, mantendo o afastamento do cargo.
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